ASTROSOFIA

ASTRO-FILOSOFIA - ASTROLOGIA SIMBÓLICA - ASTROLOGIA PITAGÓRICA - A CIÊNCIA DOS CICLOS OU CICLOSOFIA - ASTROLOGIA ESOTÉRICA, COLETIVA & MUNDIAL
"ASTROLOGIA PROFUNDA PARA UM MUNDO MELHOR" - CIÊNCIA & FILOSOFIA NOVAMENTE UNIFICADAS PELA SÍNTESE!"
Eis que vimos a Sua estrela no Oriente e viemos homenageá-lo." Mt 2,2 (sobre os Reis-magos astrólogos)
"Eu (acredito em Astrologia porque) estudei o assunto, e o senhor não." Isaac Newton (a um crítico da Astrologia)

Disse uma sábia, fazendo eco a Newton, que "a Astrologia não é uma questão de crer, mas de conhecer" (Emma C. de Mascheville). E este se revela o único grande problema, ou seja: o de conhecê-la de fato, coisa dificultada ora pela sutileza de seus postulados, ora pelos desvios que sobre ela se acometem a partir disto. Mas nada disto desmente a sua importância histórica, que tem norteado os rumos das civilizações por milênios, sendo mesmo hoje respeitada sábios e presidentes.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Os Cronocratores e a Construção da Civilização


Muitos são os recursos que a Astrologia apresenta para acompanhar a evolução da História, seja em largos traços, seja nos seus detalhes formativos. Alguns deles têm tido, inclusive, uma especial vocação para a análise sócio-cultural.

Baseado, de um lado, nos dados existentes na esplêndida obra Enciclopédia Astrológica de Nicholas Devore (Ed. Kier; as citações que seguem são desta obra), e amparado, de outro lado, em observações histórico-empíricas –aliado ainda a uma certa perspicácia e intuição–, se torna possível avaliar os caminhos da construção das sociedades e até os das Civilizações. Com isto, podemos identificar a natureza do atual período histórico, em termos sócio-políticos, por exemplo.

A base matemática para isto, reside em uma antiga tradição cronológica, a dos Cronocratores, os "marcadores do tempo": "Para os antigos, as órbitas mais extensas dentro do sistema solar eram as de Júpiter, 12 anos, e Saturno, 30 anos. Dessa maneira, os pontos em que Júpiter alcançava e ultrapassava Saturno, marcavam o máximo superciclo com que estavam familiarizados." (pg.118)

Mesmo que já se conheçam órbitas mais amplas, Júpiter e Saturno seguem sendo, contudo, "os primeiros planetas sociais" e também os imbatíveis "gigantes" de sempre do Sistema Solar. "Isto indica que o estudo astrológico das mais amplas influências que afetam o surgimento e a queda da civilização, se encara melhor através dos ciclos de recorrência da posição e relação dos planetas maiores." (pg. 95)

"Os antigos notaram esta recorrência de ciclos em conexão com as órbitas de Júpiter e Saturno, que denominaram grandes Cronocratores devido ao modo em que os ciclos subdividem o tempo em grandes unidades de centenas de anos, e a evolução econômica e política que seguiu de acordo com estes ciclos progressivos." (pg. 93-4)

Nisto, foram registradas até quatro naturezas de ciclos destes planetas, a partir da conjunção sinódica básica** (para o significado da natureza destas ordens, ver Notas ao final). A ordem destes ciclos é, pois, como segue, com alguns comentários e comparações, destacando a questão social ou coletiva:

1. SINÓDICA. "Este fenômeno ocorria a cada 20 anos, com um avanço de uns 243º." (pg. 118)*** O ciclo de 20 anos das conjunções sinódicas Júpiter-Saturno, representa a unidade de tempo pré-colombiano, o Katun, a mesma sobre a qual José Arguelles faz sua análise do "tear cósmico". À parte uma certa expressão coletiva, esta unidade também se prestaria à natureza individual. Nisto, o termo recebe aqui uma outra acepção: "Em outro sentido, a palavra cronocratores se aplica aos governantes das Sete Idades do Homem" (pg. 120). Nisto, Júpiter e Saturno também aportam uma importância particular. Algo disto passaria na seguinte constatação: "Com freqüência se supôs que a estrela de Belém, foi uma conjunção Júpiter-Saturno" (pg. 118). Uma certa versão, recolocaria a conjunção da idade dos 20 anos do Cristo, aludindo ao despertar da vocação espiritual. E quem sabe novamente aos 40, quando muitos avatares dão início à sua missão pública.

2. PRIMÁRIA "O ciclo de recorrência de primeira ordem de Júpiter-Saturno, 59.577 anos -todos os valores são médios, baseados em movimentos médios- é provavelmente o ciclo de 60 anos de que tanto falaram os antigos; é o período de "estancamento social", ou o tempo entre a introdução de uma nova invenção ou inovação social (Urano), e sua adoção e difusão em nível institucional na sociedade organizada (Júpiter-Saturno)." (pg. 94) Tais conjunções "são denominadas "mínimas ou especiais." (pg. 118) Naturalmente, este período também se prestaria muitas vezes como média de vida individual.

3. SECUNDÁRIA. "O ciclo de recorrência de segunda ordem destes dois planetas, é o ciclo da Grande Mutação que tanto significou na astrologia Mundial dos antigos." (pg. 94) "Durante uns 200 anos (exatamente 198 anos, 265 dias), estas conjunções se repetiriam sucessivamente em um signo de mesmo elemento. (...) Nas séries, há dez conjunções nos Signos de elemento Fogo, dez nos de Terra, etc." (pg. 118)" (pg. 118) As conjunções se revesam nos signos de cada elemento, em número de dez, donde se chamar tais conjunções de médias ou triangulares; e então passam a ocorrer em um novo elemento, naquilo que se chama de "mudança de trígonos". Nota-se que a série de dez conjunções em cada um dos quatro elementos, num total de 40, reproduz estruturas cabalísticas conhecidas, como são os Arcanos Menores, assim como a recorrência da Árvore Sefirótica (que é decimal) pelos Quatro Mundos.

4. TERCIÁRIA. "Por fim, a cada 800 ou 960 anos reaparecem em Sagitário, cumprindo-se a grande conjunção climática que marcava períodos extremos da história da humanidade. Esta conjunção fez a sua reaparição em Sagitário no começo da era cristã, e novamente nos séculos VIII e XVI, produzindo períodos de grandes transtornos mundiais." (pg. 118)

Em nossa obra Terra Brasillis, apresentamos as seguintes correlações territoriais (o quadro se insere também na proposta tetra-regimental –ver setor Movimento Auri-Verde neste portal):

Ciclos ............. Natureza ............. Alcance

a. 20 anos ........... Sinódica .................. Provincial
b. 60 anos ........... Mínima .................... Estadual
c. 200 anos .......... Média ..................... Regional
c. 800 anos .......... Máxima ................... Nacional

Estas correlações indicam a extensão espaço-temporal do projeto que os governantes deveriam planejar -pelo menos seria esta a potencialidade de suas dimensões. É claro que isto daria margem a correntes políticas e a dinastias regenciais. Estudos têm revelado que as dinastias chinesas, por exemplo, tem concordado com tais correlações –no caso, no tocante ao período maior.

Consta que este ciclo maior seria de descoberta recente: "Mais recente é o descobrimento de um ciclo por um moderno histórico investigador não-astrológico, o doutor J. S. Lee, quem com a ajuda de Lin Yutang e do doutor Hu Shih, um dos grandes eruditos da China, estudou a incidência do conflito civil na China deste o ano de 1100 antes de Cristo, até 1930 da nossa era. A média dá um valor de 794 anos." (pg. 94)

Este ciclo também varia entre 800 e 960 anos. Este último se aproxima do ciclo de Saturno-Urano, de 1089 anos. Esta avaliação da cultura chinesa, parece confirmar a nossa tese de que os processos "formativos" das classes sempre se repetem no decurso dos milênios, mesmo sob os altos ciclos civilizatórios, não se tratando porém já de uma formação original, embora não se chegássemos ao ponto de dizer se tratar de ordem inversa-desconstrutiva também nisto.

O interessante nisto, seria a forma precisa como ele se acha "dividiria" a História ao meio: "O doutor Lee descobriu que 540 anos após o começo de cada ciclo chinês, o país se dividiu em Norte e Sul, e a capital foi mudada do Norte para o Sul. Duas datas são de 3 anos após as conjunções de Mutação." (pg. 100)

Assim, era sempre após dois ciclos de Mutação (200 anos), ou 400 anos (após metade de um ciclo anterior), que ocorria tais cisões. Tal coisa corresponde, como veremos, aos pares de classes sociais de mesma natureza. O período corresponde ao Batkun maia, com cerca de 400 anos, cuja importância seria possível minimizar, dada a sua fórmula quadrada ou circular em torno daquela que representava a unidade de tempo pré-colombiano –isto é, 20 x 20 anos.

O ciclo de 500 anos era muito conhecido dos antigos, havendo sido relacionado por Heródoto ao mito egípcio da Fênix. O profeta Daniel também trata dele em sua previsão da reconstrução do templo -sempre a renovação, portanto. Consta que tal ciclo servia para harmonizar ou confluir os calendários solar e lunar (cf. pg. 119).

Prossigamos: "Na primeira metade de cada ciclo, à parte dos breves picos de violência, o país foi completamente pacífico e próspero, com prevalecente unidade. Nas segundas metades há cinco picos de violência e nenhum intervalo de paz sustentada." (pg. 94)

Tal coisa permitiria aos analistas chegar a suas conclusões: "O doutor Lee confirmou (...) que quando as conjunções estão em Água e Fogo, tudo vai bem; enquanto estão em Terra e Ar, tudo não anda tão bem. De modo que pode inferir-se que na primeira metade, Júpiter predomina; e na segunda, Saturno." (pg. 95) Ocorre também que, no sistema clássico, Júpiter rege signos de Água (Peixes) e Fogo (Sagitário), e Saturno rege signos de Terra (Capricórnio) e Ar (Aquário).

Apenas não devemos acatar assim, à primeira vista, uma tal avaliações de valores, porque não sabemos, afinal, exatamente o quê estava por detrás seja dos períodos de paz ou nos de lutas. Um período colonialista de pax armada, por exemplo, seria a lógica de certas fundações sociais. Assim como um período de lutas libertadoras, poderia naturalmente lhe suceder. E isto poderia já requerer uma outra interpretação dos papéis dos Cronocratores dentre as várias possíveis, como sugerem os mitos com suas nuances e variantes. Saturno ou Cronos, por exemplo, é tanto o Ceifador, como o senhor da Idade de Ouro -passado enquanto regente de Capricórnio, e futuro enquanto regente de Aquário-, numa função que lhe equipara ou mesmo identifica à do duplo-Janus.

Cosmologia Social ou o Zodíaco do Milênio

Somos informados ter havido uma conjunção maior –que se dá em Sagitário e, portanto, no elemento Fogo– no século XVI, marcando o início da colonização do Novo Mundo.

O ano de 1592 representa, para as Américas, um nascimento, um marco no tempo, credenciando assim a criação de um horóscopo racial ou coletivo, isto é, um calendário (no caso, ainda de natureza laica ou mundana). E o mesmo se daria com o ano de 1500, para o Brasil.

Aparentemente, existe uma certa lacuna nas Doutrinas do Tempo, no sentido de ser dar pouca ênfase à etapas preparatórias dos ciclos históricos. De nossa parte, alcançamos uma solução satisfatória e perfeitamente análoga à formação do ser humano, na adoção do período do milênio como preparação do ciclo racial (5 mil anos) –isto é, a formação das classes sociais–, permitindo-nos com isto integrar o ciclo maior dos cronocratores. Afinal, a idéia do milênio também é de grande importância na tradição universal, inclusive a em nível de profecias. Este ciclo estaria previsto unicamente na doutrina dos kalpas e manvantaras, e ainda assim de forma indireta, na medida em que resta dos cômputos regulares.

Contudo, em nossa análise, também caberia fazer uma adaptação zodiacal, na verdade, uma síntese entre o zodíaco ocidental e o zodíaco oriental –também baseado nos ciclos de Júpiter, precisamente–, ou o europeu (greco-caldeu) e o asiático (sino-tibetano). Isto será feito, preservando os signos ocidentais, e adotando os agrupamentos elementares ao estilo oriental; porquanto este se expressaria melhor nesta espécie de cosmologia formativa (sic), ao passo que o anterior, com sua característica alternada, teria maior relação com uma ordem dinâmica propriamente civilizada ou constituída ("alquímica") –e portanto posterior à formação das classes, que é o tema de que devemos nos ocupar.

Na integração dos ciclos, inserimos os de 60 anos nos de 200 anos, como três tempos-gerações, reunindo de resto os três setores (signos) de cada elemento (classe social). Afinal, as gerações não apreciam se repetir, e cada qual sabe ser responsável por algo novo. A conta totaliza 3x60=180 anos. Os 20 anos que restam, um ciclo sinódico portanto, fica por conta dos 1/10 necessários à transição, empregados na doutrina do manvantara, por exemplo.

Da mesma forma, viu-se que existe uma variante no ciclo terciário entre 800 e 960 anos. Ora, seguindo outra tradição universal, não nos furtamos à possibilidade de considerar esta oscilação um quinto período especial de 200 anos –no caso, dedicado à síntese ou à quintessência–, seguindo nisto, por sua vez, a mesma fração de 1/5 existente na proporção entre construção-desconstrução do ciclo racial.

De fato, a oscilação de 200 anos das conjunções terciárias (ou entre 800 e 960 anos), determina naturalmente um quinto período especial de 200 anos aproximadamente, o qual merece ser atribuído à uma quintessência, seja na sua disposição particular (após quatro ciclos de 200 anos), seja pelo aspecto geral, como geralmente se atribui aos lapsos existentes entre calendários semelhantes. O quinto ciclo é reforçado e enfatizado por sua dupla natureza: a secundária e a terciária. Ao mesmo tempo em que se apresenta de forma algo indeterminada pelo fato da oscilação. Porém, tal coisa já ultrapassaria a estrutura de "zodíaco" que desejamos analisar aqui –o qual, como deve ficar claro, é estrutural, e não astronômico–, ainda que se possa e deva realmente integrar como uma etapa de coroação, dentro de uma oportuna abordagem especial.

O quadro resultante é o que segue abaixo. O início é em baixo à esquerda, e os setores em cinza representam etapas futuras ou ainda não consolidadas:


Para familiarizar-se com a linguagem simbólica que origina os signos, na forma de "Ritmos" e "Elementos", digamos que:

1. "Cardinal" = pioneirismo, ímpeto, etc.;
2. "Fixo" = instituições, poder central, etc.;
3. "Mutável" = adaptações, transformações, etc.;
4. "Fogo" = dinamismo, espiritualidade, etc.;
5. "Ar" =intelectualidade, versatilidade, etc.;
6. "Água" = psiquismo, imaginação, etc.;
7. "Terra" = praticidade, organização, etc.

Assim, os períodos iniciais dos bicentos, são sempre fundamentais, no sentido de implantar novas coisas ("Cardinal") ou determinar novas fundações. É o que se chamaria de "a novidade do século", acrescida (ou acumulada) pelo caráter duplo que adquire aqui.

Logo, segue um período de consolidação ("Fixo"), mediante medidas institucionais –ou o que se chama de "a questão do poder". Não é fantástico, neste caso, que todas as Capitais Federais tenham sido implantadas justamente nestas etapas centrais dos regimes? Salvador foi escolhida Capital no ano de 1578; o Rio de Janeiro em 1763, e Brasília em 1960.

Finalmente, as crises e o desgaste natural das instituições inspira a transformações ("Mutável"), surgindo assim novas fórmulas e adaptações culturais. Surgem aqui, portanto, os chamados "caminhos alternativos", preparando as novas coisas.

No mais, temos a ordem construtiva dos elementos, representando a organização das classes sociais, formuladas aqui em termos estereotipados e genéricos, dada a relação com os quatro estados de consciência da quádruple estrutura evolutiva humana. Uma coisa importante a ser nisto observada, é que as transformações não são exclusivas. As novas etapas assentam-se sobre a base das antigas, de modo que o anterior não venha a ser necessariamente removido, embora possa ser transformada ou adaptada.

Tal como na cosmologia dos Elementos, as classes também se constroem a partir da mais densa para a mais refinada, na seqüência:

proletariado –> burguesia –> aristocracia –> clero.

Existe nisto, uma lógica natural, segundo a qual cada elemento dispõe bases para o seguinte, resultando uma espécie de pirâmide social (que é também, temporalmente, uma montanha de ascensão e descenso).

Contudo, não estamos aqui exatamente diante de questões ideais, mas reais. Assim, quando falamos em "proletariado", isto não se limita à democracia e à ditadura proletária, mais próprias das civilizações (descenso histórico) talvez, mas inclui o colonialismo, mais próprio das sociedades (ascensão histórica). Isto não significa defender este sistema, mas apenas aceitar a fatalidade, e saber que "o lótus vem da lama" –sempre e quando se tenha o devido empenho para fazê-lo crescer; porque do contrário seria colaboracionismo. Como diz o ditado, "não adianta chorar sobre o leite derramado". Podemos, ainda assim, pensar em reaproveitá-lo de algum modo e, no mais, aprender alguma lição para o futuro.

O fato é que os regimes dos períodos sócio-formativos ("Classes"), são sempre paródias dos verdadeiros sistemas civilizatórios ("Idades"). Certamente, não se pode esperar utopias nos períodos construtivos das sociedades. É com este dilema, inerente ao ciclo humano, que o sábio deve conviver, sabendo que um dia tudo isto haverá de ser ultrapassado, numa curva mais feliz da História.

É natural que o nosso quadro apresente algumas falhas. Afinal, não devemos esperar fazer da História uma ciência exata. Acaso alguém consideraria que a meteorologia assim o seja? Certamente não, pois, tal como o clima tem as suas leis gerais, ambas estão sujeitas a muitas variantes e determinantes, tidas como incidentais, ocasionais ou cíclicas. Podemos observar que a própria mão humana se revela capaz de interferir no clima, e da mesma forma, também o faria sobre os rumos "naturais" da História. A comparação tem precedência, posto que, durante a Renascença, Robert Fludd chamava a cosmologia de "Meteorologia".

Seja como for, estamos convencidos de que parte do ímpeto revolucionário dos séculos XVIII e XIX, se devia ao conhecimento dos cronocratores. A Renascença reuniu um conhecimento universal significativo, dando mesmo muito valor à astrologia. Com isto ela preparou as bases do Iluminismo, como doutrina histórica. Talvez a própria idéia de Renascença seja uma concepção algo cíclica, destinada a iluminar novos períodos da História, a partir da luz do classicismo universalista.

Neste sentido, importa observar que, na atualidade transitamos pela metade do ciclo maior. E, tal como na China a Capital federal era transladada para o Sul a esta altura da história, entre nós ela se mudou para o interior. Isto teria conseqüências gerais importantes, na medida em que altera significativamente as estruturas do país, lançando novos desafios e oportunizando outros processos culturais, desta feita mais nacionalistas e espirituais, sobre as bases sócio-materiais consolidadas. É claro que, nada disto, acontece apenas "naturalmente", antes representando potencialidades. Cabe ao ser humano fazer desabrochar a estas sementes, com a ajuda da sabedoria eterna e das ciências reveladas que recebe do Alto.


* O significado das quatro ordens aqui contempladas, segundo explicação de Devore, é como segue: "O período sinódico de um ciclo de recorrência é o tempo entre duas conjunções sucessivas dos mesmos planetas O resto indica o número de graus em que, por adiantado, tem lugar a segunda conjunção. Um ciclo de recorrência de primeira ordem é, com efeito, uma série de um número dado de conjunções, a cujo término uma conjunção recorre aproximadamente o mesmo grau que no princípio do ciclo. O resto de um ciclo de primeira ordem, se converte então na unidade do ciclo de segunda ordem, que depois de um número dado de recorrências, se repete ainda mais exatamente sobre o grau em que começou seu ciclo de segunda ordem." (pg. 102)
** Haveria alguma relação nas sinódicas, com o signo ou elemento em questão? Temos a seguintes datas: 1901=Capricórnio, 1921=Virgem, 1941=Touro, 1961=Capricórnio, 1980=Aquário, 2000=Touro, 2020=Aquário, 2040=Aquário... Demonstram uma transição progressiva do elemento Terra para Ar.

Da obra "Os Cronocratores e a Construção da História", LAWS. 

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Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br
Fone (51) 9861-5178

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