ASTROSOFIA

ASTRO-FILOSOFIA - ASTROLOGIA SIMBÓLICA - ASTROLOGIA PITAGÓRICA - A CIÊNCIA DOS CICLOS OU CICLOSOFIA - ASTROLOGIA ESOTÉRICA, COLETIVA & MUNDIAL
"ASTROLOGIA PROFUNDA PARA UM MUNDO MELHOR" - CIÊNCIA & FILOSOFIA NOVAMENTE UNIFICADAS PELA SÍNTESE!"
Eis que vimos a Sua estrela no Oriente e viemos homenageá-lo." Mt 2,2 (sobre os Reis-magos astrólogos)
"Eu (acredito em Astrologia porque) estudei o assunto, e o senhor não." Isaac Newton (a um crítico da Astrologia)

Disse uma sábia, fazendo eco a Newton, que "a Astrologia não é uma questão de crer, mas de conhecer" (Emma C. de Mascheville). E este se revela o único grande problema, ou seja: o de conhecê-la de fato, coisa dificultada ora pela sutileza de seus postulados, ora pelos desvios que sobre ela se acometem a partir disto. Mas nada disto desmente a sua importância histórica, que tem norteado os rumos das civilizações por milênios, sendo mesmo hoje respeitada sábios e presidentes.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

A verdade sobre 2012 (segundo os maias-nahuas)

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Sempre que é chegada uma destas datas “marcadas” –e é verdade que poucas datas proféticas tem sido tão claramente assinaladas como o 2012-, aparecem os anunciadores do “fim do mundo” para lucrar com o sensacionalismo e o medo das pessoas (são os "falsos profetas" de que fala a Bíblia). Tampouco podemos negar que “o mar não está pra peixe”, a idéia da crise ambiental e cultural é coisa que quase ninguém consegue já refutar, e os experts confirmam que as perspectivas para o futuro são deveras sombrias.

A Tradição universal também ensina que os ciclos raciais terminam com crise amplas, culturais e ambientais. Porém, mesmo em meio a isto existe sempre muita esperança, afinal se está colhendo o carma de um logo período de evolução, o que prenuncia uma Nova Era. Quando aconteceu o Dilúvio, Deus conclamou Noé a construir a sua arca para nela preservar todas as espécies e também uma semente da humanidade, de modo que, após os 40 dias de chuvas, tudo pudesse recomeçar, sobre uma Terra depurada e renovada. Assim, todo este esforço e sofrimento final valeu a pena.

O Dilúvio: após a tempestade, a bonança

De maneira que tudo isto que se anuncia para um futuro breve já representa um quadro bastante sério, porém se destina ainda a ser administrado, ao contrário do catastrofismo radical que inspira apenas o desespero. Por isto, quando chegar o 2012 e nada disto acontecer mais uma vez, lembremo-nos de não pensar que tal coisa desmente os maias, mas apenas aqueles que inventam coisas em seu nome.

Não haverá, por exemplo, uma inversão do eixo físico da Terra, embora possa mudar o pólo magnético, acarretando alguns transtornos temporários. Já quanto ao eixo espiritual do mundo, este sim estará ali consolidado. E lembrar, mais uma vez, que não se trata do fim do mundo, mas do encerramento de um ciclo, que os maias-nahuas chamaram de “Quinto Mundo” ou “Quinto Sol”, chamado de Ollin ou “Movimento”, porque comparativamente os ciclos anteriores eram humanos, materiais e estáticos, ao passo que o novo ciclo já era em parte solar e dinâmico, quintessencial e sagrado.

Crises anunciadas

Assim, nada melhor do que, pelo contrário, conhecer aquilo que os próprios maias têm a dizer. E quando falamos dos maias, estamos incluindo ou nos reportando também aos nahuas do México, culturas que são tão próximas e assemelhadas quanto duas culturas poderiam ser, distinguindo-se apenas pelo estilo, se tanto. Ocorre que, infelizmente, os registros da cultura maia foram impiedosamente destruídos, salvando-se apenas um ou outro códice quase por milagre, à parte as suas escrituras (talvez algo adaptadas já) e, é claro, muito daquilo que ficou registrado em pedras.

Nisto, os nahuas seguem uma tradição pela qual o final de cada mundo ou raça é anunciada por catástrofes, e para o final deste “Quinto Mundo” (ou “Quinto Sol”, semelhante à Quinta raça-raiz dos teósofos), preconizam um caos formado por fogo e terremotos. O fim do mundo pelo fogo está presente já em muitas escrituras, e São Pedro chega a dar detalhes: “(...)pela palavra de Deus existiram os primeiros céus e terra, terra esta tirada da água e por meio da água subsistiu, e pela qual pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas o dia do Senhor virá agora como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.” (II Pedro 3:5-10)

Assim, apesar das águas estarem a subir novamente, já não cabe a ênfase neste elemento, pois o seu desequilíbrio atual é um resultado da ação do fogo (não obstante, como símbolo das massas humanas –ver Apocalipse 17,15-, as águas são um símbolo cíclico permanente). Nem vamos discutir o quanto o dilúvio tem de mito e até de profecia.

O “estrondo” aqui pode sugerir o terremoto. Ora, sendo a Terra um ser vivo, como afirma a Teoria Gaia, ela naturalmente poderá produzir manifestações de auto-defesa ante as coisas que o ser humano tem produzido. Para alguns analistas, algo que poderia acontecer de positivo neste quadro, é a criação de uma grande capa de fumaça impedindo um maior acesso dos raios do Sol à superfície, através da atividade dos vulcões. Ora, a atividade vulcânica acontece naturalmente em par com os movimentos sísmicos ou os terremotos, os quais poderão assim acrescentar e ampliar as suas ações num futuro próximo.

A Ciência atual considera irreversível o aquecimento global, de modo que é provável que as reações de Gaia se estendam por décadas e até por séculos. Neste período, o setor imobiliário se globalizará para negociar as áreas mais estáveis da Terra, a um só tempo imune e inundações e a terremotos. Nisto, os grandes planaltos serão naturalmente valorizados. Os ricos farão é claro construções seguras, ali mesmo onde estiverem. Porém, as pessoas mais simples redescobrirão a importância de viver sem uma montanha de concreto sobre a própria cabeça, buscando para isto muitas vezes as regiões cálidas da Terra. Ver mais em "A Acrópole Agarthina - a Tradição dos Planaltos como bases da Alta Cultura Espiritual", Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, AP

2012 não é em si mesmo o fim, ele é “apenas” o começo-do-fim, o início da transição, aquela etapa na qual o mundo se mobilizará ativamente porque as dores do parto estarão presentes e sendo sensivelmente sentidas. As águas estarão subindo e atingirão países “civilizados”, entre muitos outros caos que as mudanças climáticas trarão, acarretando em protestos da população contra o modelo econômico vigente.

As Mudanças esperadas

Isto nos leva a ver que, ao lado das precauções necessárias, é preciso enxergar o lado positivo do quadro, que é de natureza cultural. Chega um ponto que a crise se transforma em ensinamento, na velha mas sempre renovada lição da rebeldia e do arrependimento. As crises potencializam mudanças, e as grandes transições preparam a transformação. Aqui entra a questão axial ou da mudança dos pólos, seja magnética ou espiritual.
Os nahuas também legaram informações precisas a respeito. Reza uma grande lenda local que, após o Dilúvio produzido na extinção do Quarto Sol (entenda-se “Sol” como símbolo da cultura ou da civilização), os deuses se reuniram em Teotihuakan para criar o Quinto Sol. Por isto, a cidade das Grandes Pirâmides ficou conhecida como “a Cidade dos Deuses”, ou Teotihuakan.

Tal coisa fixa, assim, certo padrão de renovação através da chamada Assembléia Agarthina, quando os iniciados se reúnem em Conclaves para tomar decisões e determinar mudanças culturais. Por isto uma das grandes profecias nahuas para o período, trata justamente da volta dos deuses na aurora do Sexto Mundo. Afinal, todo o começo de Era e de raça-raiz é prenunciada pela chegada dos Budas e dos Rishis ou videntes, aqueles que preparam a transição através da síntese. Eis o que escrevemos a respeito em outra parte:

“Esta reaproximação à Luz se dá em boa parte em função das crises surgidas nas transições raciais, quando a humanidade reaprende que necessita do auxílio superior para não sucumbir. E assim ela termina por conhecer períodos de grande estabilidade e felicidade, que constituem as chamadas Idades de Ouro e de Prata da civilização. Mas na medida em que avança a raça, o alinhamento com a Hierarquia se debilita, e vão predominando as tendências humanas de materialismo, até que uma crise planetária se instaure novamente. Esta situação cíclica perdura enquanto a humanidade evolui, e felizmente estamos adentrando agora na última raça-raiz.” (em “O Jardim do Sol”, coletânea, LAWS)

Neste quadro, a principal coisa a ser sabida, é que estamos tratando da transição das raças-raízes ou de civilizações mundiais, uma realidade que envolve o próprio conceito de História e de cultura. Esta transição prepara daí um novo momento para a cultura mundial, de modo que para os iniciados significará a liberação cósmica através da ascensão, e para os humanos representará a liberação terrena através da iluminação – daí também se anunciar esta Nova Era como uma época de Fogo. Para a humanidade em especial, significa ultrapassar a etapa meramente racional e adentrar na etapa intuitiva ou pós-racional, que é o resgate do sensível, porém enriquecido pelo uso do instrumento da razão, a qual passa doravante para o segundo plano e a ser subordinado à imaginação, ao amor, etc.

Brasil: a nação do Sexto Sol

Com isto, importantes paradigmas culturais se renovarão e novas sínteses serão alcançadas, de tal modo que o modelo cultural anterior passará a ser visto como primitivo e retrógrado, assim perigoso em diversos sentidos. E tais coisas têm uma importância especial para o Brasil, porque este país é sabidamente a última sub-raça árya, aquela que encerra o ciclo civilizatório do Quinto Mundo. E tudo isto deve ser visto sob uma ótica calendárica própria, baseada antes nos códigos de tempo ocidentais do que nas cronologias orientais, as quais são comumente apostos por véus. Por isto, o local destinado a protagonizar esta transição é realmente o Brasil. E é por esta razão que as únicas orientações sensatas a respeito da transição estão sendo emanadas dentro e a partir deste país, servindo, senão para orientar as presentes gerações, ao menos como marco e referência para o futuro –felizes, contudo, aqueles que despertarem na alvorada, pois a estes Deus ajuda.

O tema trata, assim, das grandes claves da renovação, sempre conhecidas mas também desafiadoras, ou seja, a lógica da união, seja vertical ou horizontal. Ao lado de buscar a iniciação e a iluminação, é preciso admitir a importância de somar forças e de diversificar a linguagem. Ninguém pode achar que detém toda a verdade e todo o poder (como Lúcifer), porque isto é impossível e anti-evolutivo. Quem assim pensar estará falhando em alguma coisa e não enxerga a globalidade dos fatos.

Como ensinavam os antigos chineses , a crise deve ser usada como oportunidade. Quando a crise se desencadeia, os arautos na renovação (os detentores das novas informações) devem estar a postos para oferecer a um mundo perdido uma nova orientação, a fim de fazer da perplexidade uma chance de rever as coisas, pois de outra forma restará somente o caos e o desespero destrutivo. Assim, a renovação deve suceder, e se isto não acontecer é apenas porque aqueles que têm sido chamados para construir a Arca não fizeram a parte que lhes foi ordenada, que é reunir a família noética (os iniciados), edificar a nau (a sabedoria) e congregar os pares de animais (um pouco de todo o povo em geral), rumando daí para a Terra Prometida a salvo das águas do Dilúvio. E então, no sagrado Ararat, serão todos recebidos pelo arco-íris da Nova Aliança.


Da obra "2012 - O Despertar da Terra", Editorial Agartha.
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