ASTROSOFIA

ASTRO-FILOSOFIA - ASTROLOGIA SIMBÓLICA - ASTROLOGIA PITAGÓRICA - A CIÊNCIA DOS CICLOS OU CICLOSOFIA - ASTROLOGIA ESOTÉRICA, COLETIVA & MUNDIAL
"ASTROLOGIA PROFUNDA PARA UM MUNDO MELHOR" - CIÊNCIA & FILOSOFIA NOVAMENTE UNIFICADAS PELA SÍNTESE!"
Eis que vimos a Sua estrela no Oriente e viemos homenageá-lo." Mt 2,2 (sobre os Reis-magos astrólogos)
"Eu (acredito em Astrologia porque) estudei o assunto, e o senhor não." Isaac Newton (a um crítico da Astrologia)

Disse uma sábia, fazendo eco a Newton, que "a Astrologia não é uma questão de crer, mas de conhecer" (Emma C. de Mascheville). E este se revela o único grande problema, ou seja: o de conhecê-la de fato, coisa dificultada ora pela sutileza de seus postulados, ora pelos desvios que sobre ela se acometem a partir disto. Mas nada disto desmente a sua importância histórica, que tem norteado os rumos das civilizações por milênios, sendo mesmo hoje respeitada sábios e presidentes.
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

QUANDO CRISTO CERROU OS PORTÕES DE WALHALA



Houve uma época do mundo que ficou profundamente marcada pela saga e pelo heroísmo, originando as lendas antigas dos semideuses e dos titãs, dos cíclopes e dos gigantes. Na Bíblia eles costumam ser chamados de “justos”, e sua justiça atenta antes de tudo para Deus como libertador das almas, refletindo-se logo entre os homens como imagens do amor divino na Terra.
A nobreza d’alma de gerações de heróis criou uma cultura de luz e de liberdade capaz de preservar a dignidade humana do cativeiro da ignorância e da miséria da exploração social, assim como manter a humanidade em harmonia sobre a Terra e sob os Céus, com plena capacidade de sustentabilidade e integração.


E foi justamente a proximidade da Terra e do Céu, da Natureza e da Religião, que permitiu forjar estas raças de heróis, que muitas vezes ousaram resgatar as antigas civilizações da Idade de Ouro da sua decadência fatal aurida após seus dias de esplendor, recriando mais uma página de glórias para as antigas civilizações em todo o planeta.
A própria religião encontrou daí nestas culturas a força moral necessária para reerguer e transformar as civilizações, como fez a Igreja do Cristo junto aos povos germânicos após a derrocada do Império Romano do Ocidente, uma vez que sem a abnegação final do martírio de alguns jamais se conquistou a liberdade de muitos.

Contam porém as lendas nórdicas que a chegada de Cristo iria encerrar os dias do céu dos guerreiros, o reluzente Palácio de Walhala para o qual os nobres heróis eram conduzidos pelas Valquírias a fim de permanecer usufruindo pela eternidade.**
Este é um mistério que sempre instigou a humanidade. À primeira vista, a lenda diria respeito a uma substituição de Economias Espirituais através da chegada de uma cultura espiritual mais avançada ou, pelo menos, mais poderosa e dominadora do que a anterior.


As Tres Moiras
Contudo, esta situação não estaria ligada meramente à Fatalidade, mas ao próprio Destino -ainda que este amiúde se torne um porta-voz de hybris ou do desequilíbrio. Poder-se-ia falar assim do reino das Moiras, que estabelece o começo, o meio e o fim das coisas. De alguma forma e por qualquer razão, a grande Era dos Guerreiros estaria para chegar ao fim ou, pelo menos, por sofrer grandes transformações.
Ocorre que, mais vezes do que se estima, os mitos e as lendas fazem alusão aos Mistérios do Tempo, conectados é claro às transformações culturais do mundo. No caso da Mitologia Nórdica ou Germânica, a riqueza dos símbolos e dos mitos é simplesmente estupefante, sobretudo considerando que a maior parte deste acervo cultural foi perdido.

Nos tempos antigos, o conhecimento dos ciclos da humanidade era muito procurado. Por séculos os seres humanos alimentaram muitos escrúpulos no planejamento das sociedades e das civilizações. Encontraram daí nas Ciências dos Ciclos sociais e civilizatórios amparo seguro para as suas projeções de longo prazo. Os ancestrais já haviam descoberto a Astrologia, doutrina pela qual existe uma “influência” do macrocosmo sobre o microcosmo ou, com maior exatidão, apenas” uma preciosa analogia entre os mundos ou dimensões, razão pela qual usamos o termo mais raro de Astrosofia, quiçá até forjando o neologismo “Ciclosofia” como expressão definitivamente neutra.

O Tempo dos Guerreiros: uma abordagem ciclosófica


Importantes calendários mundiais determinam na época do Cristo uma mudança de ciclos mundiais, a começar pela Eras Astrológicas, havendo porém muito mais.
Havia então ali mudanças que por si só seriam eloquentes: a passagem da Era de Áries para a Era de Peixes. Áries é o grande signo dos guerreiros, ao passo que Peixes está bastante associado a religião.** 
O militarismo todavia prosseguiu firme, apesar de tudo. Uma das explicações é que, por trás desta transição de Eras havia um arquétipo guerreiro geral, através da Raça-raiz Árya (ver abaixo) subjacente e cuja característica era aristocrática, idealista e militarizada. Sob Áries, se diria que esta energia estava exaltada –veja a semelhança entre Áries (do deus Ares, ou Marte) e Árya-, até mesmo qualificada. 


Contudo, não seria “apenas” isto que daria grandeza àquele momento histórico. Ainda dentro da questão da Raça-raíz Árya –considerada como um “Ciclo Solar” de cinco mil anos-, todo aquele milênio (há versões orientais com 1.250 anos) anterior à chegada de Jesus –que foi o período de expansão das tribos germânicas- estava destinado à Idade de Prata árya, a Idade dos Guerreiros.

Naturalmente, o heroísmo não foi uma característica apenas dos povos germânicos que povoaram a Europa e colonizaram a Índia. Os ciclos heróicos prevaleceram em quase toda a Terra, e podemos observar sua presença até mesmo na Américas, sendo extintos na sua maioridade pelo “dilúvio” da cultura-de-massa sucedido a partir da época do Buda e mais exatamente do Cristo, para sucumbir em definitivo na Modernidade; pese haver também em todos os tempos momentos menores que podem ser associados a importantes urgências sociais (adiante damos exemplos ciclosóficos).
No Dilúvio bíblico Deus também acusa a queda dos antigos “gigantes” de alma, sinalizando o final de um tempo do mundo e a necessidade da criação das arcas ou das Escolas de Sabedoria, como fizeram Pitágoras, Platão e o próprio Aristóteles, onde se incrementou também o registro dos saberes ancestrais.
O tema das Idades Metálicas do Mundo era um conhecimento antigo, e temos alguns registros que remontam em torno do século VII a.C. através do poeta Hesíodo (em “Os Trabalhos e os Dias”) e do profeta Daniel (através do sonho de Nabucodonosor narrado na Bíblia).
Assim, se reuniam ali três importantes ciclos aristocráticos, ou seja:


a. A raça-raiz Árya
b. A Idade de Prata
c. A Era de Áries


A isto ainda se poderia agregar a chamada “Idade do Deus-Pai”, segundo o calendário das Idades Divinas de Joaquim di Fiori, sendo que a religião do Deus-Pai também se considera guerreira.
Ademais, um estudo das sub-raças da Raça-raiz pode igualmente enriquecer este quadro, enaltecendo o militarismo em períodos logo antes e depois de Cristo.

As Idades Metálicas
Depois da Idade de Prata, veio a Idade de Bronze. Aqui existe uma passagem realmente radical, ocorrida na metade da Era solar, quando as Idades espirituais dão lugar para as Idades materiais. A Idade de Bronze se caracteriza pela cultura da burguesia, de modo que ali começa ou se intensifica o Humanismo (estabelecendo o império da Demagogia Profunda), visando dessacralizar as instituições e incrementar as bases da Ciência e do capitalismo, inclusive por contraste inicialmente. 
O proselitismo religioso seria parte fundamental desta nova época, visando renovar as ideias religiosas do mundo. A Era de Peixes deu uma tônica religiosa que, até certo ponto, permitiu afastar este quadro materialista estabelecendo o feudalismo, graças à cristianização das tribos germânicas que substituíram o Império Romano do Ocidente através de uma síntese com suas tradições tribais. De modo que depois da Cristo a cultura germânica permaneceu forte, porem cristianizada, gerando sínteses como a da literatura do Santo Graal.

Neste sistema econômico, o dragão do materialismo ainda pode ser controlado. Porém, ali em torno do Ano Mil d.C., chega a Idade de Ferro e com ela os princípios da Ciência concreta, quando o feudalismo começa a ser substituído pelo capitalismo.
Com isto a Era solar Árya está hoje praticamente extinta, pois já faz mais de cinco mil anos que começou. O último autêntico mommentum aristocrático que tivemos foi no auge da Idade Média, quando a Igreja deu asas para a aristocracia através das Cruzadas. Um pequeno subciclo bissecular de desconstrução cultural de natureza aristocrática (ou a “Pequena Idade de Prata”) sucedeu ali, substituindo a hegemonia da Igreja. Não tardaria é claro a suceder novas transformações: subciclo burguês e logo subciclo proletário, até encerrar a Era solar em 2012.

Os subciclos são fractais dos ciclos maiores, tal como estes também o são em relação aos ciclos cósmicos. O diagrama abaixo busca explicitar esta situação:***


Porém, um Novo Mundo também está nascendo -e neste caso os subciclos invertem a sua ordem por ser de natureza construtiva. E existe na atualidade –nesta fase também de transição- um subciclo social análogo –ressalvadas todas as grandes diferentes contextuais-, em função da organização do Novo Mundo. Trata-se da construção da terceira classe social americana (“proto-aristocrática”), desde o começo do quinto século da Descoberta das Américas.**** Este momento ainda terá a sua terceira e última geração por cumprir, cuja natureza será filosófica, destinada a completar a estrutura desta nova classe social caracterizada por socialismo, nacionalismo, idealismo, ambientalismo e filosofia.

* O tema das Valquírias tem sido reciclado através dos tempos, e podemos perceber traços dele nas crenças islâmicas sobre o céu dos mártires de Alah. Na Idade Média tivemos a cultura do amor cortês, mas de uma forma mais universal existe aqui o mistério profundo das almas gêmeas, um conhecimento que costuma estar acessível na prática aos grandes heróis. Daí o papel capital da “mulher única” no coração de muitas destas sagas heróicas imortais.
** Num nível de grandeza maior, esta transição assume dimensão cósmica! É que, na ordem precessional (ou retrógrada) do Zodíaco Sideral, este Grande Ciclo ou Ano Cósmico recomeça em Peixes, o que conferiria à missão do Cristo toda uma expressão cósmica. Contudo não cabe qualificar estes grandes ciclos, apenas mencionar que estaríamos atualmente na quarta ronda planetária segundo a Teosofia.
*** Trata-se de um diagrama simplificado, a rigor pode haver cinco divisões, sendo a quinta considerada de transição, chamada “Idade do Diamante”. Algumas filosofias do tempo praticamente ignoram este fato, porém as duas fontes antigas citadas as incluem de modo bastante explícito.
**** Neste contexto também ocorreram no Velho Mundo tentativas de revivescências heróicas mais ou menos espúrias, misturadas com um excesso de secularismo como foi o caso do ultranacionalismo. A sociedade alemã conservadora entendeu que deveria basear a sua doutrina social nas tradições culturais ao invés das doutrinas sociais seculares, e nisto terminou produzindo o engodo no Nazismo. No Novo Mundo o nacionalismo representa por sua vez apenas uma urgência social.

Leia também
O Relógio Cósmico
A parábola do elefante e o calendário social

Assista o vídeo 
Astrologia - mitos e verdades sobre uma doutrina-raiz

Luís A. W. Salvi é autor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
Fones (51) 9861-5178 e (62) 9776-8957

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